Meu rumeit disse que hoje é a missa de sétimo dia de 2007, e que o ano novo só começa amanhã.
Aí abri um livro do Gonçalo (M. Tavares) e li “as evidências abrem falências em todas as áreas”.
Vou no Seu Houaiss e pesco do Descartes: no cartesianismo, constatação de uma verdade que não suscita qualquer dúvida, em decorrência do grau de clareza e distinção com que se apresenta ao espírito.
Imediatamente lembrei que em “Evidências”, do Chitãozinho e Xororó, o eu-lírico diz disfarçar as evidências. Será possível?
Viro mais uma página atrás da clareza citada pelo Seu Houaiss e leio num outro poema “a claridade: o que fica de certos movimentos secretos.”
Moral da história: distraia-se.