Queu vo pra seu enterro, mizéra

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Teotônio é que vivia na rua. Um dia, na Praia Vermelha, meteu-se numa aventura escandalosa. Andava às voltas com uma rapariga geniosa que, quando ele menos esperava, lhe desfechou uma porção de tiros, tomada de ciúmes. Os tiros falharam, porque a moça tinha má pontaria. Mas houve grande escândalo e um jornal qualquer publicou uma reportagem sensacional sobre o incidente. Teotônio procurou impedir que a notícia chegasse à sua casa, mas Dona Guiomar, naturalmente, acabou sabendo de tudo. Já estava ficando velha e tolerava todas as infidelidades e todos os abusos do marido. Daquela vez, porém, sentiu-se atingida pelo escândalo e desmoralizada pela infâmia de Teotônio:
— Você acha que devo me suicidar, Juju?
Formulou essa pergunta à filha mais velha no mesmo tom em que interrogaria a respeito do vestido com que tivesse de ir à missa.
— Ora essa, mamãe! Eu posso lá saber? A senhora é que sabe.

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Velórios [1936], do Rodrigo M. F. de Andrade, a cada conto que termina só me lembra o melhor video do mundo:

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Vai morrê palá você, disgrassa

Morte do autor

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Ah, mas eu acho ótimo fasilficar tudo e ninguém mais saber o que é verdadeiro, o que é falso. E aquilo que você compraria por 10 mil dólares você compra por 50 reais naquele africano que tá com aqueles cobertores no chão em todos os lugares do mundo vendendo. E você compra e ninguém sabe de mais nada. Eu acho ótimo pra acabar com essa história desse absurdo de bolsas de 10 mil, 15 mil dólares porque é da grife tal. Eu adoro. Eu só uso bolsa falsa.

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Mas eu espero que essa fase do mundo passe. E que eu esteja viva pra ver outro mundo que não seja esse que a gente tá vivendo agora com essas coisas grifadas que todo mundo compra porque é Philippe Starck e etc etc etc, que eu não vou citar todos porque não precisa.

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Da poltrona

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Gravei essa entrevista pro site Saraiva Conteúdo num hotel em Ipanema quando fui ao Hills lançar o Balés. Ela vem desde lá de trás, da fila sem fim, o que se passou no meio, até hoje.

Era um dia sem sol e com muito trânsito, ultrapassamos o tempo de gravação, mas ainda deu tempo de fazer um ensaio com o Tomás Rangel, que vai ao ar em breve.

Câmera é sempre caplexo, mas vamae.

Entrevista: Marcio Debellian/ Fotografia: Stefan Kolumban Hess/ Edição: Luiza Moscoso/ Produção: Flávia Paulo/ Assistente de Câmera: Luiz Eduardo Richard