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Eduardo Coelho assina desde outubro uma coluna mensal – A voz do Brasil – na revista portuguesa de literatura LER.

Na primeira, ele comenta sobre a ENTER, a polêmica do JP com a Argumento, o livro novo do Humberto Werneck, as publicações da antologia de Ruy Belo e de António Franco Alexandre no Brasil etc.

No blog tem uma boa parte da coluna, mas o navio quebrou e ainda não tenho em mãos a versão impressa.

Segue o trecho em que Eduardo diz apostar em mim e no Jura o trófeu que ganhou no Campeonato de Biribinha Para Jovens Piromaníacos de Nova Fruburgo, em 1952, e seu acervo completo da coleção Nossos Clássicos da primeira edição com notas de Alceu Amoroso Lima.

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Enter – antologia digital (http://www.oinstituto.org.br/enter/)

A antologia digital de Heloísa Buarque de Hollanda foi, sem qualquer dúvida, um dos acontecimentos do ano. Suas antologias são marcadas, desde os anos 1970, pela capacidade de antecipar os futuros ícones de cada gerações. Foi assim com as antologias anteriores, 26 poetas hoje e Esses poetas, ambas publicadas pela editora Aeroplano. Na primeira, dedicada à geração de 1970, temos nomes hoje incontestáveis como Ana Cristina Cesar, Antônio Carlos de Brito (Cacaso), Francisco Alvim e Waly Salomão, enquanto na segunda, dedicada à geração de 1990, estão, entre outros, Antonio Cicero, Arnaldo Antunes, Carlito Azevedo, Claudia Roquette-Pinto e Eucanaã Ferraz. Na novíssima antologia, o interesse foi ampliado: não apenas poetas, mas também cartunistas, ilustradores, contistas e letristas – todos pioneiros na divulgação de suas obras por meio da internet.

A originalidade da antologia não se restringe, contudo, ao grupo selecionado de artistas e obras: Enter é, por si mesmo, um livro digital, que não pretende, como de costume, se tornar um compêndio orgânico, a receber permanentemente novas peças. Além disso, há de se destacar que Heloísa Buarque recorreu a uma série de “instrumentos” que não funcionariam em papel: canções interpretadas pelos próprios compositores, links e vídeos com leitura de poemas, por exemplo. De certo modo, trata-se aqui do livro do “futuro”, repleto de novos recursos, que já atraíram repórteres de todo o mundo. Até a semana passada, Heloísa já tinha sido entrevistada por argentinos, franceses, norte-americanos, russos… todos interessados na nova antologia.

Entre os autores dessa antologia, Bruna Beber e Ismar Tirelli Neto despontam como os mais significativos da geração. A poesia de Bruna caracteriza-se por uma “dicção” sentimental, em diálogo franco com a música popular brasileira. Contudo, sua poética reduz a sentimentalidade ao mínimo gesto, à economia de palavras, ao ritmo às vezes sincopado e ao verso preponderantemente breve, de corte brusco, muitas vezes invadido por grande irreverência. A sentimentalidade então é descontruída e torna-se, dessa maneira, um campo engenhoso de experimentações formais. Já Tirelli Neto parece um artefato do cinema, capaz de criar variadas formas de representação. Seus poemas revelam um jogo cênico sofisticado, dramático e auto-irônico, a compor um sujeito desorientado diante dos conflitos: “precisamos de um plano. Um projeto. Um projétil”, afirma em “Rufus”, um de seus mais notáveis poemas. Se insistisse nas apostas que as antologias de Heloísa costumam provocar, as minhas fichas seriam lançadas nesses dois poetas.

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BAILINHO

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Eu e Moon no Estadão de hoje.

Quem quiser ler a matéria completa, aqui tem a parte do Moon e aqui a minha.

E pra dar um visu decenth nas estampas, subi scans grandões no FLIRQ.

Entempo: o lançamento de Vinis Mofados é HOJE, às 19h, no Brechó de Salto Alto, que fica dentro do Shopping de Antiquários [Siqueira Campos, 143 - sala 44 - no segundo andar].